29 de jan. de 2011

Isso é tudo...


Há, mas já passou tanto tempo.
Que continuo seguindo o vento.
Sem um destino, eu lamento.
Eu me rendo.
Mas não me arrependo.
Não quero mais seguir em frente.
Descobri que o passado aprisionou minha mente.
Não posso mais continuar.
Rendo-me a te procurar
Rendo-me ateu passado.
Já não posso negar.
O sentimento continua lá.
Não sei o que senti quando te vi passar.
Mas sei que o vento continua lá.
Uma janela, um espelho, um livro na estante.
Para mim isso é o bastante.
Uma corda um suspiro.
Um vento um lamento.
São coisas que sonhei há tempos.
Os caminhos que cortam o vento,
O vento que segue o caminho.
O sentido oposto do seguido.
Uma janela aberta e um copo de vinho,
E tudo que preciso.

Gislaine M.

Normal?


Mas então, o que seria o normal?
Algo de acordo com a norma, com a regra; comum; que é como os outros.
Como definir padrão comportamental, psicológico ou morfológico de uma pessoa a partir da qualificação – normal – se não há regras imutáveis para a formação de tais aspectos?
Um ser humano possui suas qualidades físicas definidas a partir de um seqüencial genético e adaptativo, e sua estruturação comportamental e psicológica por absorção de informações do meio em que vive.
Porém é óbvio que experiências são únicas e a capacidade de absorver informações em um dado momento é pessoal. Dois indivíduos reagem de forma diferente ao se depararem com a mesma situação, pois os pontos de vista são diferentes.
A definição do normal torna-se complicada ao analisarmos o homem, então, a fim de resolver esse problema, cria-se um campo de flexibilidade em cima das “regras” que ditam a sociedade. Um ser humano que se aproxima da linha aceitável de normalidade é tido como normal.
A tal linha aceitável de normalidade é um parâmetro subjetivo e variável, pois é definida a partir de julgamentos de um alguém que, por sua vez, não os faz taxados em regras, e sim em opiniões.
Sendo assim, a qualificação – normal – torna-se passível de discórdia uma vez que os parâmetros para tal são no mínimo questionáveis.
Então, por definição, uma pessoa normal não existe

27 de jan. de 2011

Sistema...


O sistema capitalista rege a educação como parte de um sistema ideológico e oprime qualquer objeção a outro sistema econômico, usando todos os meios para persuadir e impor suas verdades inquestionáveis como solução para nossos problemas que por ventura são gerados pelo mesmo, manipula a educação para sua manutenção econômica alimentando a alienação do pensamento e da apropriação de mão de obra alheia ao próprio beneficio. Desde os primórdios somos submetidos a uma escola instituída pelo estado, que gerencia uma vontade elitista e transforma a educação em mercadoria, num sistema onde não mais existe uma educação voltada para a construção do ser humano e sim de uma vontade mercadológica, onde se forma o sujeito polivalente, específico em superficialidades técnicas importantes no mundo pós-moderno, que troca uma utopia modernista pelo imediatismo, que cultua diretamente o corpo e suas vontades, perdendo seus valores, sua historia, se tornando um homem descomprometido com sua realidade, evidenciando o “eu” acima de tudo.
O papel do professor nesse contexto se complica perdendo seu valor, sendo redirecionado á um proletário, fruto de um sistema estrutural que molda toda e qualquer habilidade e conhecimento ao contexto atual, beneficiando os processos produtivos, fazendo com que o desenvolvimento dos indivíduos se baseie em utilidade para o mercado de trabalho, reproduzindo assim a lógica capitalista, transformando o sujeito sem provocar um conhecimento integral, mas o necessário para sua subsistência.
Para que haja uma mudança é necessário a transformação de todo um sistema, uma lógica mais humanista, um maior entendimento desse sistema imperialista que nos consome desde o centavo do salário ao sonho roubado, num mundo de ilusões mercadológicas, onde uma mercadoria se torna o sujeito e nós sujeitos em mercadorias. Uma vertente dessa mudança está em nossas mãos, professores, que entre quatro paredes podemos germinar a semente da sabedoria, da utopia, dos sonhos roubados, do entendimento ao conhecimento de novas ideologias, onde o conhecimento se faz necessário, são sim nessas quatro paredes que nos tornamos donos de nossos próprios narizes, onde podem ser desenvolvidos todos e não parte do potencial humano para uma liberdade não condicionada, uma democracia verdadeira, onde talvez o único, germine em silêncio.

Prato do dia

Como arroz e feijão,
é feita de grão em grão
Nossa felicidade

Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades

Como feijão e arroz
que só se encontram depois de abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem

Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade, que
 saudades de vc...
 digo...que vontade de te ver...
Em um vazio sem graça
em um canto vazio
sempre á pensar
sempre refletindo
sem amigos ou inimigos
com a mente ferida
com um coração frio
e a alma destruida
vida sem vida
olhos fixos
labios molhados
pensamentos e pensamentos...