8 de fev. de 2011

...ou a vida é uma louca aventura, ou não é nada.

Escolhas e caminhos...


sabemos que o mundo muda,constante, embora lentamente.mas satisfaz-nos saber que, no derradeiro dia, estivemos do lado do progresso e da mudançae não do retrocesso ou paralisação.

sabemos que é difícl a luta,empolgante, porém. mas é-nos grato abraçar quem nela caminha a nosso lado e levanta alto o punho da transformação.

não podemos conhecer o caminho, tampouco saber quanto dele está por percorrer. todavia, o mais importante é termos a certeza de que esse caminho aí está, inevitável.

que melhor fim pode ter um ser humano que não ser, isso mesmo, humano

Texto retirado do blogg pedra contra canhões

Já não há tempo para que a poesia se dê ao luxo
de passear nos bosques encantados e nos egos poluídos
dos intelectuais de escrivaninha.

já não há tempo para que os versos se ostentem,
bem rimados, construídos, bem ritmados, bonitos,
nos corações vazios da burguesia.

é urgente que as palavras ganhem o peso das pedras,
se revoltem com os que vivem sem poesia e sem pão.
não há tempo para brincar aos poetas, ao depressivo snob en vogue.

só nos resta tempo para que se não nos acabe o tempo,
para que gritemos ainda que não abdicámos do futuro,
com propriedade, ou mesmo sem.

6 de fev. de 2011

Feito uma menina...


De caso com o acaso e Ela é tão menina
se deixou levar e agora esta sozinha, perdida
não vá pensando agora que está resolvida
menina, louca menina se entregou e agora esta sozinha
se não for, há quem torça,
pra você estar, pra você se ligar
no tal do amor que se entrega á qualquer aventura
ele nunca amor, deu a minima
menina, doce menina, se entregou...
ele armou e agora se esconde feito uma menina
menina, doce menina, ele nunca deu a mininma
menina, meninaaaa.

Ainda é cedo amor
vc é tão menina...

Caminhos...


Vou até onde a escrita me leva, deixando o acaso percorrer as teclas num texto sem nexo enquanto a mente vagueia, célere, por caminhos que a consciência evita percorrer. Tortuosos, possuem recantos escondidos e sombrios, onde até o meu mais profundo “eu” receia entrar. Desconheço parte de mim, ou deixei de me conhecer ao longo dos anos. Não me aceito. Não me respeito. Não gosto de mim. Desprezo a imagem que vejo reflectida nos olhos dos outros.
Quero um trampolim gigante onde possa saltar rumo ao infinito e, lá de cima, ver pequeninas as pessoas por quem passo agora indiferente. E, quando fizesse a viagem de retorno, aquela da qual não se volta nunca, fá-lo-ia finalmente com um sorriso nos lábios, ironia de quem sabe que, depois, nada importa.

2 de fev. de 2011

Fight club

Temos um inconsciente, que nos puxa para nossos recalques, traumas, desvios. Por outro lado, temos um superego, que puxa para o sentido contrário, superior. No meio desta briga, desta luta entre um e outro, entre o domar o inferior sem se perder nas contradições com o superior, estamos no terceiro, o do meio, o ego que somos nós. E, querendo ou não, uma hora vivenciamos estes pólos - que o digam as sombras dos pedófilos. Como no filme, a negação sucessiva leva o personagem à implosão. E daí, ele só sairá vivenciando.
"O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera. Elas se mudam para a casa vizinha e poderão atear o fogo que atingirá sua casa sem que ele perceba. Se abandonarmos, deixarmos de lado, e de algum modo esquecermo-nos excessivamente de algo, corremos o risco de vê-lo reaparecer com uma violência redobrada."
Ou seja, é preciso movimentar. E não adianta fugir. A sombra estará ali, como ensina Carl Jung. Tudo é movimento, como ensinam os hindus. É preciso esvaziar a taça para receber o novo. Ganha quem perde, tudo passa. Mas passa mais rápido para quem não se apega, para quem enfrenta - até um dia descobrir que apenas se enfrenta.
Já uma vez antes, como crianças de tenra idade, nos encontramos em semelhante estado de desamparo, em relação a nossos pais. Tínhamos razões para temê-los, contudo estávamos certos de sua proteção. Com relação à distribuição dos destinos, persiste a desagradável suspeita de que a perplexidade e o desamparo da raça humana não podem ser remediados. Isto justifica o anseio do homem pelo pai e pelos deuses, que mantém sua tríplice missão: exorcizar os terrores da natureza, reconciliar os homens com a crueldade do destino, particularmente a demonstrada pela morte, e compensá-los pelos sofrimentos e privações que a vida lhe impôs. Assim se criou a RELIGIÃO, da necessidade que tem o homem de tolerar o desamparo, e construída com o material das lembranças do desamparo de sua própria infância, na continuação de um protótipo infantil universal."
Sobrevivi,
Por ser muito mais que o ser fugaz das tramas que criei
Hoje sou muito mais
Do que acharam que eu deveria ser
Sei que estar aberto
É estar bem longe da ferrugem a corroer
Há muito deixei para trás o meu primeiro passo rumo ao infinito
Aonde o vento me levar
Nada nem ninguém me impedirá de experienciar!
Após esta negação, sobrevivemos. E, no nada, encontramos o tudo. É hora de uma outra oitava para vivenciar o mesmo religioso, psicológico. Somos mais que um.


Somente após uma desgraça conseguirá despertar
Somente depois de perder tudo, poderá fazer o que quiser
Nada é estático
Tudo é movimento
E tudo esta desmoronando
Esta é sua vida
e ela acaba um minuto por vez
.

1 de fev. de 2011

Meu norte

...pq vc passou em um caminho desconhecido pra me encontrar
e lá estarei, esperando vc
em um lugar combinado
pq tbm vou me machucar até chegar lá
e sei q vc vai limpar minhas ferídas tbm
e isso vai nos mover dentre os caminhos mais tortuosos
e nossa recompensa vai ser maior q nossos sonhos e expectativas.
Estou voltando da metade de um caminho perigoso
pq sei q vc não estará lá quando eu chegar
mas, se eu conseguir ouvir seus gritos
voltarei novamente
pois estou atentamente esperando algum sinal que indique o meu norte...